#Resenha | “A Menina Mais Fria de Coldtown” - Holly Black





Histórias de vampiros são um problema, é uma lenda muito antiga que tem interpretações diferentes em vários países do mundo, e mesmo assim histórias sobre eles são publicadas o tempo todo, a maioria é farinha do mesmo saco, mas algumas são realmente muito boas, é o caso de “A Menina Mais Fria de Coldtown”, um livro bem surpreendente, não só pelos caminhos que a história toma mas por que consegue ser um livro muito original que acaba se destacando entre outros tantos que abordam o mesmo assunto!
Novo Conceito | 2013 | 384 Páginas
No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas.
Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown... Uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio!
Vou começar dizendo que Holly Black é uma escritora fenomenal! É impossível começar essa resenha de outro jeito, com quase 400 páginas e uma história cheia de indas e vindas “A Menina Mais Fria de Coldtown” consegue manter o ritmo e está longe de ser considera um desses livros cheios de clichês que fazem a gente morrer de sono! É claro que a história vem cercada pelos malditos clichês, nós estamos falando de vampiros... eles odeiam sol e água benta, vivem de sangue humano, gostam de viver a vida (ou a morte) ao extremo e são famintos, tudo que a gente vê na maior parte dos livros que contam essas histórias, mesmo assim esse consegue se fazer saboroso e é impossível não sair devorando a história! É claro que a gente já viu vampiros diferentes por aí, né Stephenie Meyer!? mas eu gosto dos cruéis!
O principal ponto forte dessa história é que a autora mudou muito pouco a lenda original (ou a mais conhecida, no caso), Holly Black criou um mundo onde vampiros não vivem mais nas sombras, mas não deixaram de ser perigosos por causa disso! Os vampiros desse livro não são legais, se consideram uma raça superior e enxergam os seres humanos como uma coisa, que pode servir de comida, escravo sexual ou apenas um brinquedo pra usar até enjoar e destruir depois! O problema é que todo mundo sabe que eles existem agora, e o mundo mudou completamente por causa disso....
A mote tem seus prediletos, como qualquer um. Aqueles que são queridos da morte não haverão de morrer!
Algumas coisinhas das lendas foram mudadas também, de uma maneira muito original que deixou a história muito boa, o melhor exemplo disso é o resfriado! Quando um vampiro te morde você fica infeccionado, como se estivesse com dengue e se procurar um isolamento de quarentena e esperar a doença sair do seu corpo, você não se transforma... é claro que a coisa não é tão fácil! Vampiros só conhecem um sentimento, a fome... e mesmo que você ainda não tenha se transformado, esse sentimento só aumenta enquanto o veneno corre nas suas veias!
Eu não gosto de histórias contadas em terceira pessoa, já disse isso por aqui, mas esse livro é realmente muito bom! Na maior parte da coisa nós vemos o mundo seguindo a protagonista Tana, que acordou no meio de um massacre e conseguiu fugir com um ex-namorado em processo de transformação, um vampiro louco e muita encrenca pelo caminho! Mas rola uns flashbacks no meio da história e uns desvios que acabam dando uma visão geral da coisa, e isso funcionou muito bem dessa vez! É impossível não se enfiar de cabeça na história e esquecer todo o resto... a narrativa é cheia de tensão e deixa o leitor aflito e cheio de expectativa o tempo todo! É sério, esse é um dos livros mais bem escritos que eu já li na vida!
Eles eram muito parecidos com as pessoas que foram antes. Mas não são os mesmos. Vampiros são predadores, e nós somos as presas!
Dito isso não vou me enfiar muito na história pra não contar spoilers e deixar vocês com gostinho de sangue nas presas quero mais! Fica concluído que a história é muito boa, e consegue se destacar entre tantas outras que vem saindo por aí, que os personagens são únicos e muito especiais e que você vai devorar esse livro com tanta vontade quanto um vampiro recém criado experimentando sangue pela primeira vez! “A Menina Mais Fria de Coldtown” foi publicado no Brasil pela Editora Novo Conceito e custa em média R$30,00! Corre pra comprar o seu e aproveita... um beijo, um abraço e uma fungada (ou uma mordida) no cangote de vocês ♥
*A imagem que eu usei pra ilustrar o post é uma fanart que não tem tanta ligação com a história, mas que é muito linda!
RENAN RIBEIRO
Geminiano, quer ser escritor e jornalista, vive estudando e trabalhando mas sonha com o dia em que vai passar muito mais tempo criando romances sentado na varanda da casa de praia em algum lugar paradisiaco do Brasil, viciado em catuaba e cachorro quente, alguns dizem que ele não é uma boa companhia... clica aqui pra conhecer a equipe!
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