#Rebobinando | Toda a sensibilidade nas entrelinhas de Entre Abelhas!
Que caminhos seguir depois que o grande amor da sua vida acaba? Como é que você se encontra no mundo sozinho depois de passar tanto tempo dividindo a vida com outra pessoa? Quem é que te entende de verdade? Com quem você realmente se importa?
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Imagem Filmes | Dir. Ian SBF | 2015 |
Eu não tenho palavras pra explicar o quanto eu fiquei surpreso com “Entre Abelhas”, o filme comandado pela galera do Porta dos Fundos e estrelado por Fábio Porchat é carregado de metáforas e tem um enredo muito mais sensível do que eu (e qualquer outra pessoa) poderia imaginar!
Na história, Bruno (Fábio Porchat) é um editor de imagens recém-separado da mulher (Giovanna Lancellotti) e começa a deixar de ver as pessoas. Ele tropeça no ar, esbarra no que não vê, até perceber que as pessoas ao seu redor estão ficando invisíveis. Com a ajuda da mãe (Irene Ravache) e do melhor amigo (Marcos Veras), ele tentará descobrir o que se passa em sua vida.
A história do filme é exatamente essa da sinopse, Bruno começou a deixar de ver (sentir e ouvir também) as pessoas do mundo, todas elas... as que ele conhece e as que nem sabe que existe, famosos, parentes, amigos, colegas de trabalho... todo mundo! Não tem mistério, não tem pegadinha a história é assim e ponto final.
Tudo acontece depois que ele termina o casamento, e como se passar pelo divorcio não fosse sofrimento suficiente, ele ainda descobre essa anomalia! Eu exagerei um pouco no sofrimento, “Entre Abelhas” não é um filme triste, mas também não é um filme de comédia ou uma comédia romântica... é até difícil ver o Fábio tentando entender as merdas que estão acontecendo (todas de uma vez) na vida dele, mas ele conseguiu dar vida ao Bruno de uma maneira brilhante!
O filme começa de um jeito um tanto bobinho e vai ficando mais forte com o tempo, forte só que suave, eu diria que o enredo fica mais denso, um pouco mais dramático... até por que tem um monte de coisas acontecendo ao mesmo tempo, o Bruno tentando entender por que o casamento dele acabou, tentando lidar com a “cegueira” e viver na sociedade ao mesmo tempo que esconde esse segredo! E apesar de tentar com todas as forças que tem, ele continua perdido em seus apegos.
As perguntas no começo desse post são algumas das questões nas quais essa história faz você parar pra pensar... nós, pessoas, temos uma mania idiota de nos acostumarmos com o mundo! Acabamos apegados a coisas e pessoas e dai pra frente nossa razão de viver são esses apegos... nós não nos preocupamos mais em experimentar, explorar ou tentar seguir um outro caminho, perdemos a noção dos sonhos que cultivamos e acabamos vivendo na mesmice!
A fotografia do filme é impecável, a maneira como eles trabalharam a passagem do tempo, as panorâmicas da cidade vazia... é encantador! O filme estreou no cinemas em Abril, mas só vi agora por que chegou no mercado digital esse mês, confesso que já assisti umas quatro vezes e tenho certeza que você vai gostar também... principalmente se entender o final do mesmo jeito que eu!
SPOILER ALERT
Se você já viu o filme, pode ler essa parte sem problemas... selecione o texto com o mouse pra ler melhor! Só quero comentar a sequencia de cenas mais incrível do filme! Quando a mãe do Bruno morre e só então ele percebe que não consegue mais ver ela, e o quanto doeu perceber junto com ele, que ninguém faz ideia de como e quando isso aconteceu por que ele estava muito mais focado em fazer as pazes com a ex! Ela era a unica pessoa que sabia da “cegueira” dele, a unica que podia ajudar e que, mesmo fazendo da pior maneira possível, fez de tudo pra tentar ver ele melhor! Uma mãezona de verdade, e a ultima lembrança que ele tem dela é de um caixão vazio! Vou parar por aqui, já tô quase chorando de novo!
A história do filme é exatamente essa da sinopse, Bruno começou a deixar de ver (sentir e ouvir também) as pessoas do mundo, todas elas... as que ele conhece e as que nem sabe que existe, famosos, parentes, amigos, colegas de trabalho... todo mundo! Não tem mistério, não tem pegadinha a história é assim e ponto final.
Tudo acontece depois que ele termina o casamento, e como se passar pelo divorcio não fosse sofrimento suficiente, ele ainda descobre essa anomalia! Eu exagerei um pouco no sofrimento, “Entre Abelhas” não é um filme triste, mas também não é um filme de comédia ou uma comédia romântica... é até difícil ver o Fábio tentando entender as merdas que estão acontecendo (todas de uma vez) na vida dele, mas ele conseguiu dar vida ao Bruno de uma maneira brilhante!
O filme começa de um jeito um tanto bobinho e vai ficando mais forte com o tempo, forte só que suave, eu diria que o enredo fica mais denso, um pouco mais dramático... até por que tem um monte de coisas acontecendo ao mesmo tempo, o Bruno tentando entender por que o casamento dele acabou, tentando lidar com a “cegueira” e viver na sociedade ao mesmo tempo que esconde esse segredo! E apesar de tentar com todas as forças que tem, ele continua perdido em seus apegos.
As perguntas no começo desse post são algumas das questões nas quais essa história faz você parar pra pensar... nós, pessoas, temos uma mania idiota de nos acostumarmos com o mundo! Acabamos apegados a coisas e pessoas e dai pra frente nossa razão de viver são esses apegos... nós não nos preocupamos mais em experimentar, explorar ou tentar seguir um outro caminho, perdemos a noção dos sonhos que cultivamos e acabamos vivendo na mesmice!
Muitas pessoas passaram pela minha vida e eu nem lembro mais o rosto. Pra mim essas pessoas sumiram. Deixaram de existir. E várias pessoas não lembram mais de mim... Com o tempo, todo mundo some pra todo mundo!Quando é que nós vamos voltar a viver novidades? Será que a melhor saída é criar um casulo e se esconder por ali até os problemas desaparecerem? Será que esse “um dia passa” vai passar mesmo? Será que vai demorar muito? Como eu disse o filme é cheio de metáforas e o enredo surpreende pela sensibilidade! Quanto a produção, Ian SBF merece ser aplaudido de pé, sair do youtube para o cinema não é fácil, pular da comédia pro drama e fazer isso com tanto brilhantismo é mais difícil ainda!
A fotografia do filme é impecável, a maneira como eles trabalharam a passagem do tempo, as panorâmicas da cidade vazia... é encantador! O filme estreou no cinemas em Abril, mas só vi agora por que chegou no mercado digital esse mês, confesso que já assisti umas quatro vezes e tenho certeza que você vai gostar também... principalmente se entender o final do mesmo jeito que eu!
SPOILER ALERT
Se você já viu o filme, pode ler essa parte sem problemas... selecione o texto com o mouse pra ler melhor! Só quero comentar a sequencia de cenas mais incrível do filme! Quando a mãe do Bruno morre e só então ele percebe que não consegue mais ver ela, e o quanto doeu perceber junto com ele, que ninguém faz ideia de como e quando isso aconteceu por que ele estava muito mais focado em fazer as pazes com a ex! Ela era a unica pessoa que sabia da “cegueira” dele, a unica que podia ajudar e que, mesmo fazendo da pior maneira possível, fez de tudo pra tentar ver ele melhor! Uma mãezona de verdade, e a ultima lembrança que ele tem dela é de um caixão vazio! Vou parar por aqui, já tô quase chorando de novo!
SPOILER ALERT

Geminiano, quer ser escritor e jornalista, vive estudando e trabalhando mas sonha com o dia em que vai passar muito mais tempo criando romances sentado na varanda da casa de praia em algum lugar paradisíaco do Brasil, viciado em café, catuaba e cachorro quente, alguns dizem que ele não é uma boa companhia... clica aqui pra conhecer a equipe!
SEGUE ELE POR AÍ
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