#Resenha | “O Fim de Todos Nós” - Megan Crewe
Vida de leitor é um troço muito louco! Eu não sei vocês, mas eu tenho uma relação bem complicada com capas de livros... eu sei que a inteção da capa é fazer a gente ficar hipnotizado e com vontade de ler aquela história, mas em mim esse efeito é muito mais forte... e foi por causa disso que eu fiquei refém de “O Fim de Todos Nós”!
Editora Intrínseca | 2013 | 272 Páginas Kaelyn acaba de ver o melhor amigo partir. Ela tem dezesseis anos e voltou agora para a ilha onde nasceu, depois de um período morando no continente; ele está fazendo o caminho inverso, para estudar fora. O que sentem um pelo outro não está muito claro, ela o deixou ir embora sem nem mesmo dizer adeus, e a última coisa que passa por sua cabeça é nunca mais vê-lo. Mas, pouco tempo depois, isso está bem perto de acontecer.A ilha de Kaelyn foi sitiada e ninguém pode entrar nem sair: um vírus letal e não identificado se espalha entre os habitantes. Jovens, velhos, crianças - ninguém está a salvo, e a lista de óbitos não para de aumentar. Entre os sintomas da doença misteriosa está a perda das inibições sociais. Os infectados agem sem pudor, falam o que vem à mente e não hesitam em contaminar outras pessoas. A quarentena imposta pelo governo dificulta as pesquisas em busca da cura, suprimentos e remédios não chegam em quantidade suficiente e quem ainda não foi infectado precisa lutar por água, energia e alimento.Nem todos, porém, assistem impassíveis ao colapso da ilha. Kaelyn é uma dessas pessoas. Enquanto o vírus leva seus amigos e familiares, ela insiste em acreditar que haverá uma salvação. Caso contrário, o que será dela e de todos?Afiado e atordoante, O fim de todos nós é a história da força de vontade e da bravura de uma garota comum forçada a reavaliar seus medos e escolher entre a própria humanidade e a sobrevivência.
Não foi só a capa desse livro que me encantou, o título também! Eu ando com uma queda muito grande pro lado de histórias apocalípticas (tanto que no dia que eu comprei esse eu comprei outro na mesma vibe), e desde que eu li “A Menina que Tinha Dons” o amor por capas amarelas cresceu substancialmente! Comprei esse livro cheio de expectativas e a história se revelou bem diferente de qualquer coisa que eu tivesse imaginado, foi uma surpresa bem agradável até, mas nem tanto!
Eu comecei essa resenha reclamando mas tenho que dizer que adorei a história! Megan acertou em cheio quando decidiu contar a história de um colapso pelos olhos de uma garota comum, me lembrou muito da trilogia “Apocalipse Z” (que eu já resenhei em 2014 e tá nos arquivos aqui do blog)! É muito mais divertido ver alguém contando uma história de dentro da história, eu já falei em várias resenhas que prefiro livros narrados em primeira pessoa por causa da facilidade que o leitor tem de se colocar no lugar do protagonista da história, quando a narrativa é feita em forma de diário essa facilidade aumenta muito mais e você acaba se perdendo nas páginas!
Um beijo pra vocês e aquela fungada gostosa no cangote pra não perder o costume! Aproveitem seu livros ♥
De que adianta chorar, aliás? Eu sei que estou triste. Por que alguém mais precisa ver?“O Fim de Todos Nós” é uma história contada através do diário da Kaelyn... não é bem um diário, é como se fosse um registro de todas as coisas que ela anda fazendo e precisa compartilhar com o melhor amigo que foi embora e também não fala mais com ela (quem nunca!?)...
Porque se não comemorarmos o que está dando certo, de que adianta sobreviver!?Kaelyn é uma adolescente convencional, como toda adolescente convencional ela acabou se apaixonando pelo melhor amigo e isso acabou dando em merda, ela também tem problemas pra se relacionar com o resto das pessoas, em parte por causa de sua cor... ela é a unica menina negra da ilha onde mora e, acredite se quiser, sofre preconceito por causa disso! Por falar em preconceito, eu não entendi por que a autora não pegou mais pesado com isso! Ok, a ilha foi atingida por um vírus apocalíptico e ninguém tem tempo pra se importar com a cor da pele dos outros... eu até aceito isso! Mas a narrativa do livro é feita toda pelos olhos da própria Kaelyn e outras coisas que deveriam passar despercebidas por causa do desespero causado pelo vírus acabam ganhando mais destaque dentro da história, o relacionamento dela com a mãe, com as outras garotas da escola... enfim, se Kaelyn se importa tanto com o fato de que as pessoas são racistas na ilha (e ela se importa, isso fica bem claro), por que a autora passou por isso tão superficialmente!? Eu realmente não entendi, e acho que Kaelyn seria uma garota menos chata se tivesse uma causa maior em que se apoiar!
...fico imaginando se não seria mais fácil desistir. Mais fácil do que depositar todas as suas forças e energias em uma batalha impossível.SIM! KAELYN É CHATA! Não, ela não fica chata o tempo todo... mas até a ilha entrar em quarentena ela é o tipo de patricinha que eu realmente não quero como amiga!
Eu comecei essa resenha reclamando mas tenho que dizer que adorei a história! Megan acertou em cheio quando decidiu contar a história de um colapso pelos olhos de uma garota comum, me lembrou muito da trilogia “Apocalipse Z” (que eu já resenhei em 2014 e tá nos arquivos aqui do blog)! É muito mais divertido ver alguém contando uma história de dentro da história, eu já falei em várias resenhas que prefiro livros narrados em primeira pessoa por causa da facilidade que o leitor tem de se colocar no lugar do protagonista da história, quando a narrativa é feita em forma de diário essa facilidade aumenta muito mais e você acaba se perdendo nas páginas!
Cada vez que olho em volta, mais alguma coisa quebrou!Em resumo, a narrativa é sensacional e a história do livro surpreende bastante quem está lendo, pode ser que a autora tenha errado um pouco na hora de construir a personalidade de Kaelyn, mas isso melhora com o tempo e o final se revela bem mais angustiante que o esperado! “O Fim de Todos Nós” é o primeiro livro de uma trilogia distópica chamada Fallen World e foi publicado lindamente pela Editora Intrínseca aqui no Brasil... como eu disse ali em cima, o livro me ganhou pela capa e o resto todo não deixa essa peteca cair! O livro custa em média R$25,00 e eu ainda pretendo ler os outros dois pra saber como essa história termina!
Um beijo pra vocês e aquela fungada gostosa no cangote pra não perder o costume! Aproveitem seu livros ♥
A maioria das pessoas pensa que o mais assustador é saber que vai morrer. Não é. É saber que você pode ter que assistir a todo mundo que você já amou — ou mesmo apenas gostou — definhar e não poder fazer nada.
RENAN RIBEIRO
Geminiano, quer ser escritor e jornalista, vive estudando e trabalhando mas sonha com o dia em que vai passar muito mais tempo criando romances sentado na varanda da casa de praia em algum lugar paradisíaco do Brasil, viciado em catuaba e cachorro quente, alguns dizem que ele não é uma boa companhia... clica aqui pra conhecer a equipe!
SEGUE ELE POR AÍ
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